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Perdoar é esquecer ou não?

Atualizado: Fev 15

Alguns dias atrás estava em uma live de estudos realizada pelo centro onde trabalho e o tópico iniciava com a pergunta: Perdoar é esquecer?

Quando perdoamos esquecemos? Devemos realmente esquecer o que nos levou aquele momento, as vezes doloroso para ambas as partes, ou não?

O perdão é formado por várias ações e sentimentos que temos até chegarmos ao ápice que é o perdão em si. O turbilhão de eventos e sentimentos que as vezes nos sufoca e que por conta disso nos leva a repensar nossas atitudes para com o próximo e a si mesmo é o que nos motiva em busca de perdoar e ser perdoado. Mas, e o esquecimento ele deve ser pleno ou não?

O esquecimento precisa ser compreendido em sua plenitude para que ao perdoar devamos simplesmente esquecer os sentimentos de raiva, rancor, mágoas, etc... pois são esses sentimentos que nos cegam, que impedem que avancemos em busca de um caminho melhor na vida. Por outro lado, não devemos esquecer o que nos levou para dentro daquele turbilhão de sentimentos ruins. Quando falamos em esquecer não podemos simplesmente apagar tudo o que houve ao longo da história, mas usarmos como referência e experiência para não incidirmos em erros futuros.

Outra questão bem importante é sobre como enxergamos a situação, normalmente vemos somente o nosso ponto de vista, mas esquecemos que existe um ser humano do outro lado da história, que errou e que as vezes errou por algo que fizemos e nem nos demos conta.

Quando perdoamos alguém aliviamos nossa alma e nosso coração, damos chances a uma nova conduta e forma de caminhar, pois o perdão é um instrumento sem igual em nossa evolução e nosso aprendizado. Mas a ideia do perdão não é apenas de você para com o outro, também é de você para você mesmo, pois durante o processo pelo qual passamos nos alimentamos de sentimentos ruins e que no momento em que assumimos o perdão com nosso irmão, muitas vezes passamos a nos lembrar do que irradiamos, pensamos, falamos e fizemos e isso nem sempre se comporta muita bem dentro do nosso espírito e para isso devemos também nos perdoar. Voltamos a questão do esquecer, perdoamos ao próximo, perdoamos a nós mesmos, mas sem nunca esquecer o que fizemos e o que nos levou aquela situação, pois é o não esquecer que vai nortear nossa conduta a partir desse ponto, por isso eu costumo dizer, perdoar não é esquecer, perdoar é simplesmente perdoar.




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