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Convivência ou Conivência?

Atualizado: Fev 15

Nas sessões de estudo realizadas na casa onde trabalho, discutimos muito sobre a convivência e talvez esse seja um dos temais mais difíceis em nosso processo de mudança de comportamento. Mas eu tenho uma dúvida cruel, pois onde se encontra a linha que separa a Convivência da Conivência?

A convivência seja em que ambiente for é sempre muito difícil, pois nos deparamos com diferenças enormes em relação ao que temos como parâmetros ou verdades, nossas verdades. Estar ao lado de alguém que as vezes diverge completamente dos nossos ideais e aceitar isso entendendo que aquele é o caminho escolhido pelo outro, é de uma dificuldade muito grande. Isso vale para o nosso ambiente familiar, profissional e religioso também, se engana quem imagina que pessoas de branco não divergem, que não discutem, que não se aborrecem uns com os outros. Mas como temos como proposta compreender a posição de cada um sem interferir ou querer mudar a ideia dessa pessoa, tentamos a cada minuto ter uma convivência pacifica e aprender com nossos erros na frustrante tentativa de querer mudar o próximo.

Conviver é perdoar, amar e aceitar. Mas, e quando convivemos com pessoas que além de destoarem enormemente de nossas ideias ainda compactuam com ideias erradas, levianas e preconceituosas, isso é conviver ou ser conivente? Aceitar essas pessoas sem se opor de forma contrária passa a ser uma manifestação máxima da aceitação do outro como ele é ou uma forma de conivência? Pois quando aceitamos passivamente situações de cunho preconceituoso de qualquer forma, não estaríamos sendo coniventes com a situação? Sair de perto é uma forma de conviver sem se opor ao que está sendo manifestado por pessoas desse tipo?

Estamos todos em constante estado de evolução para um propósito maior e aceitar essas pessoas é uma forma de aceitação e consequentemente exercer a convivência de forma plena, ou isso seria conivência com o status quo formado naquele momento?

A proposta é levar a uma reflexão profunda sobre essa questão, tentar encontrar uma forma de lidar com essa disparidade, pois entendo perfeitamente que estamos aqui para evoluir, mas ao mesmo tempo em que procuramos lidar com a dificuldade da convivência decorrente das enormes diferenças que temos uns com outros, temos a questão que foge do âmbito da espiritualidade e entramos em um campo legal e moral. Se eu me afasto de pessoas que se encaixam nesse perfil, estaria colocando em xeque minha conduta dentro da proposta de uma convivência fraternal com essas pessoas ou não?



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