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E lá se foi o primeiro turno deixando muitas preocupações

Hoje, 16/11/2020, encerramos o primeiro turno das eleições para prefeito no Rio de Janeiro e fiquei perplexo e indignado com o resultado nessa primeira etapa. O índice de abstenção foi alto mais uma vez, mas temos o COVID-19 para assustar as pessoas e o descompromisso de quem não quer saber de política, mas isso é uma outra conversa.

Eu me pergunto sobre o que leva uma pessoa a votar em Marcelo Crivella, o prefeito mais incompetente na história política do Rio de Janeiro. Seu slogan de campanha em seu primeiro mandato foi “Vamos cuidar das pessoas”, mas ele só não disse que eram as pessoas da igreja dele (IURD), afinal de contas a Márcia estava ali para isso. Para quem é de fora do Rio de Janeiro, basta dar uma busca em Márcia e Crivella e vai descobrir sobre o que estou falando. Um prefeito que NÃO fez nada em sua gestão, acabou com os postos de saúde, negava o tempo todo que não havia falta de abastecimento nos medicamentos, não pagava os profissionais de saúde e as OS’s, colocou um tomógrafo no pátio de uma igreja (IURD) na Rocinha, tomógrafo esse que se encontra até hoje sem utilização e com isso o dinheiro público indo para o ralo. Fechou uma ala inteira do Hospital Souza Aguiar para que sua mãe pudesse ser operada, enquanto pessoas que precisavam de atendimento eram deixadas de lado ou largadas nos corredores dos hospitais municipais. Alguns incautos irão dizer que ele acabou com o pedágio da Linha Amarela, só um completo cego não enxerga a extensão do dano que isso poderia causar e para piorar seu papel de completo idiota ele destruiu todos os quiosques de cobrança de pedágio na Linha Amarela, e quem é que vai pagar pela reconstrução disso?

Como todos sabem Marcelo Crivella é pastor ou bispo na Universal do Reino de Deus e isso por si só já apontava para uma diretriz de trabalho focada na radicalização e perseguição de alguns segmentos. Ele perseguiu religiões de matriz africana, cerceando e boicotando programas que eram voltados para esse grupo. Nunca esteve presente na passagem da chave da cidade para o Rei Momo na abertura do Carnaval, afinal de contas segundo a IURD isso é uma festa pagã. Durante alguns eventos catastróficos que ocorreram na cidade do Rio de Janeiro ele se eximiu em aparecer por pura covardia, perseguiu funcionários da prefeitura que não eram alinhados com o pensamento religioso da IURD.

O pior é pensar que irmãos meus dentro da Umbanda ainda aventam a possibilidade de votar nele e não votar em Eduardo Paes, eu comparo isso com a jornalista Miriam Leitão, que comeu o pão que o Diabo amassou na mão da ditadura e mesmo assim fez todo um esforço para ajudar a colocar na presidência uma pessoa que é a favor da tortura e que disse que a ditadura matou pouco.

Mas a cereja do bolo no meu ponto de vista é ver que Carlos Bolsonaro, o único vereador na história do Rio de Janeiro que trabalha em Brasília e que nunca fez nada pelo município, foi o segundo mais votado sem ter feito NADA e na cola dele aparece Gabriel Monteiro, outra figura nefasta na política carioca e que foi o terceiro mais votado. Como posso achar que o carioca sabe votar quando ele só coloca inúteis para governar sua vida?

Peço desculpas se alguém se sentir ofendido com essas linhas, mas não consigo ficar quieto vendo a possibilidade de ter Marcelo Crivella pela segunda vez na prefeitura e mais quatro anos de pura incompetência.


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