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Palavras e Vibrações

Atualizado: Fev 16

Palavras ditas e não ouvidas, faladas e não acatadas, pensadas e não assimiladas. Como interpretar uma situação em que uma determinada pessoa fala “Eu odeio a atitude de fulano” e a pessoa diz que não está sentindo raiva, isso é realmente possível?

Nossas palavras às vezes funcionam como verdadeiras lâminas de um punhal, e ao proferirmos seja em que ambiente for, magoamos, irritamos e criamos sentimentos negativos de baixa vibração. Isso de certa forma reflete nosso estado naquele momento e que consequentemente vai atrair vibrações boas ou ruins.

Quando nos manifestamos sobre um determinado assunto nosso estado vibracional vai reagir em função disso e o que viermos a discutir e como discutimos é que vai definir a vibração de tudo no momento.

O atual estado em que nos encontramos, as divergências políticas principalmente, tem sido motivo para muita discussão de baixa vibração seja de um lado ou de outro e isso vai nos fazer mal de todas as formas, seja espiritual, física ou emocional. Quantos laços já foram desfeitos decorrente dessas discussões e que piorou mais ainda com a pandemia, o isolamento e a falta de um trabalho espiritual mais presente para aqueles que estão inseridos nesse contexto.

Nossas palavras são ditas em grande parte decorrente daquilo que estamos sentindo, logo o que dizemos reflete nosso estado emocional. Quantos já não passaram por situações de enxaquecas horríveis depois de alguma discussão mais acalorada e às vezes desnecessária? Nosso organismo reage a tudo isso e às vezes com consequências para o resto da nossa vida. É claro que realizar algum tipo de mudança em nossa conduta não é tão simples quanto aparenta ser, pois já temos aquilo enraizado de tal forma em nosso “modus operandi” que mudar isso requer um esforço muito grande, pois o mais fácil é sempre fazer o que já estamos acostumados.

Mas afinal de contas como mudar isso assim de uma hora para outra? Não há como, pois como disse acima, a mudança precisa iniciar no ponto mais resistente, nosso Ego. A dificuldade em acatar o que o outro fala ou simplesmente ouvir, para em outro momento divergir de forma mais branda nem sempre é o que passa em nossa cabeça naquele momento. Nossa primeira atitude é confrontar, pois, nosso Ego não permite que sejamos confrontados e simplesmente acatarmos o suposto absurdo que o outro esteja dizendo. Nosso Ego parece um balão de gás, vive inflado e causando diversos dissabores em nossa aura e organismo.

Mudarmos o nosso comportamento e aceitar nossa dificuldade em compreender as diferenças do próximo seria o primeiro passo para uma mudança de atitude e com isso pensar antes de falar. Às vezes o silêncio é tão importante quanto um discurso com excelente conteúdo. Ouvirmos também faz parte do processo de mudança e quando ouvimos mais do que falamos, nos damos a oportunidade de aprender sobre o outro e pensar melhor sobre o que vamos dizer e não falarmos de supetão tudo aquilo que nos vem a cabeça e que como dito acima, irão trazer aborrecimentos e consequências às vezes nefastas ao nosso corpo.

A ciência já comprovou em diversos estudos que as palavras e a vibração que temos nos momentos em que proferimos algumas palavras, são responsáveis por dores de cabeça, mal-estar momentâneo, ataques cardíacos, AVC’s, mas também por alegria, felicidade e satisfação. Então por que procurarmos por situações que podem nos custar muito caro se podemos nos omitir, naquele momento.

Sabendo que temos tendência a confrontos, por que não meditamos, oramos ou procuramos por algo que nos afaste dessa tendência e com isso termos dias mais tranquilos sem chegar ao final desse mesmo dia com as famosas enxaquecas. O caminho da Paz e da Tranquilidade é feito pelos nossos pés, somos nós quem decidimos a estrada que iremos trilhar e como chegaremos ao final dela.



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